Trabalhe menos: aprenda com a natureza (Hugelkulture)

Uma das maiores contribuições da permacultura para a agroecologia é a criação de ambientes planejados com máximo design, aproveitamento de resíduos e eficiência energética (Não produza desperdícios!). Explicando melhor…

Ecodesign

Observando a vida e seus padrões de funcionamento, nós, permacultores/as, buscamos criar sistemas que trabalhem com a natureza e não contra ela, diminuindo o nível de esforço humano (trabalho). A ideia é fazer intervenções mínimas para obter máximos resultados. Criar sistemas automatizados que funcionem a partir da energia gerada e reciclada por seus próprios resíduos; sistemas que exijam pouco esforço e pouca importação de energias. Isso é autorregulação e autossustentabilidade!

 Esses princípios de design podem ser aplicados em qualquer campo da vida (Sim! A permacultura é uma metodologia para aplicar aonde quer que se esteja!)

Mas aqui vamos dar o exemplo de como isso funciona substituindo as tradicionais monoculturas e sistemas de plantio insustentáveis praticados no Brasil pelos grandes proprietários de terra.

Vamos lá: Pra que capinar e desmatar todo um local aonde se vai plantar, transformando-o em um deserto de soja (ou qualquer outra monocultura)? Um lugar assim, com menor biodiversidade, é também um local mais suscetível a desequilíbrios ecológicos (as tais “pragas” e doenças das plantações).

Canteiro instantâneo

Na hora de plantar, também não é necessário tirar todo o mato com a raiz, pois tudo, até o mato que cobre o solo, e que chamam de “erva daninha”, tem uma função. Basta uma roçada e o coroamento, aproveitando a rica matéria orgânica retirada para incorporar nitrogênio  e outros nutrientes ao solo. 

No video a seguir, uma técnica que exemplifica bem o princípio “Se você está trabalhando demais, ainda não pensou o suficiente”. É o canteiro intantâneo, que evita o trabalho de capinar com enxada ou trator e de arar o solo. Os próprios microrganismos, responsáveis pela vida no solo, é que fazem o trabalho de descompactação. 

 

Cultura dos montes (Hugelkulture)

Participe da Grande Virada. Clique aqui e VEM COM A GENTE!

4 Comentários


  1. Olá a todos! A ideia e iniciativa de vocês é excelente, parabéns. As pessoas se acostumaram a procurar TUDO em supermercados, o que acelera os preços devido a lei de oferta e procura e nos torna cada vez mais dependentes do dinheiro. Se muitas pessoas aderirem a iniciativas simples mas eficientes como essa, isso mudaria o meio ambiente, inclusive até a economia de uma região. Menos pessoas passariam necessidades básicas de alimentação. Grande abraço e muito sucesso a todos vocês, farei a minha parte divulgando aos amigos e nos trabalhos sociais que participo.

    Responder

  2. É o melhor que ta tendo produzir o próprio alimento sem agrotóxico e sem pragas

    Responder

  3. Olá, muito bom o vosso trabalho. Estou fazendo canteiros usando o método de hugelkultur e tenho algumas dúvidas. Duas, no momento. Gostaria de saber se o tronco das bananeiras cortadas seria apropriado para se por no fundo da vala. Eu imagino que sim pois parece que eles retêm bastante água, estou certa? Outra dúvida é se troncos e galhos mortos dos pinheiros também podem ser usados para o mesmo fim, uma vez que dizem que as folhas dos pinheiros acidificam o solo, será que não aconteceria isso também usando outras partes dessa árvore?
    Desde já agradeço. Grande abraço

    Responder

    1. Acho que tronco de bananeira no fundo é perfeito. Pedaços de bambu eu também acho legal. Pode armazenar ar e água por um bom tempo se tiver uma camada de argila e papelão por baixo. Aqui em casa chegamos a usar até lona, por causa da secura, mas aí tem que manter o canteiro com muita umidade e irrigação, porque perde o contato com a umidade vinda de baixo.
      eu não tenho muita experiência com pinheiros, mas já li Fukuoka desaconselhando a usar as folhas. Eu realmente não sei. aqui eu achava que a mamona seria tóxica para o solo e, na verdade, pra nós, ela está sendo um verdadeiro milagre, trazendo biomasssa e aprofundando raízes num solo sem matéria orgânica.

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *