Decrescimento: Revolução no Quintal.

Sabemos que o que vamos dizer é desconfortável e assustador.

Charge Grande Virada

O planeta está exausto. Mais da metade do carbono que cobria nossos solos e que garantia o crescimento de alimentos está queimado. A camada fértil, orgânica, da terra foi reduzida a quase nada. Por isso, agricultores não conseguem mais cultivar os solos sem comprar adubos químicos e gastar 40 calorias de energia do planeta para produzir apenas uma.

Detergente, bife, roupa, carro, descarga, consumo são SIM responsáveis por isso. Sabemos que dói e dá vontade de dizer que é exagero, mas é melhor encarar isto o quanto antes e preparar-se para a GRANDE VIRADA.

Segundo DAvid Holmgren, cocriador da permacultura, a Grande Virada é o momento em que chegamos ao máximo do possível para nossa cultura de necessidades ilimitadas ou infinitas para um mundo de recursos limitados ou finitas. Nesse máximo, a solução mais indolor seria optarmos por uma descida gradual, criando uma cultura de sustentabilidade e limites ao consumo em nossas escolhas.

Se não fizermos essa opção pela simplicidade, a “descida”ocorrerá também, mas será mais “traumática” para todos/as.

Combustíveis fósseis
Um futuro de baixa energia

A cada caloria de alimento ou produto que compramos nos supermercados, pelo menos 40 calorias são gastas com trator, irrigação, transporte, embalagens plásticas, sacolinhas.

Estamos consumindo e não repondo. Nós queimamos energia (petróleo, lenha, solos mortos para criar gado ou ração) e desperdiçamos o que produz a vida. Poderíamos facilmente fazer o contrário: produzir mais energia do que consumimos. E como ?

Peter e Guilherme Arueira fazendo um Aquecedor Solar de Baixo Custo, com boiler experimental de materiais reaproveitados.
Peter e Guilherme Arueira fazendo um Aquecedor Solar de Baixo Custo, com boiler experimental de materiais reaproveitados.

Algumas sugestões para novos hábitos:

– Fechar nossos ciclos. Devolver à terra o que ela nos dá. (Veja no blog o artigo: Basón? sobre banheiros secos.) Os animais devolvem à Terra o que comem na forma de adubo. Quando damos uma descarga na nossa privada molhada, nós jogamos esse adubo, bom pra nossa Terra, no mar. Quando os astecas começaram a passar fome, a solução foi criar ilhas de cultivo no meio da água fertilizadas pelo adubo humano.

– Diminuir nossa dependência de petróleo (gasolina e plástico), de queima do carvão, de energias insustentáveis como a hidrelétrica, optando por produtos locais, energias renováveis e tecnologias que armazenam e reaproveitam ao máximo a energia que utilizamos antes de dissipá-la. (Leia mais sobre “Pico do Petróleo)

Lago, epicentro do Sisteminha Embrapa, Sistema Integrado de Produção de Alimentos para autossuficiência alimentar em pequenos espaços, tecnologia em pesquisa no LARboratório.
Lago, epicentro do Sisteminha Embrapa, Sistema Integrado de Produção de Alimentos para autossuficiência alimentar em pequenos espaços, tecnologia em pesquisa no LARboratório.

– Quem já tem consciência, precisa começar a dar os passos necessários.

– Encontrar felicidade na simplicidade, abdicar dos confortos excessivos, buscar viver com menos.

Nós queremos pesquisar opções para um futuro de baixa energia. Usar recursos locais, valorizar os saberes específicos e tradicionais de cada lugar, as culturas locais, apontando para a diversidade de hábitos e saberes. Quem diria, globalização? Como o mundo dá voltas…

Mostrar que é possível autossuficiência energética: produzir todo seu alimento com diversidade em pequenos espaços como quintais e praças é mais fácil e mais eficiente do que produzir em regime de monocultura de larga escala.

Conheça abaixo algumas das tecnologias de nosso projeto de sustentabilidade.

 

Veja também o nosso video de apresentação no Youtube.

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3 Comentários


  1. Muito importante esse trabalho de vocês pessoal. Essas sementes são necessárias pro futuro mais saudável pro planeta e nossa espécie. Vou continuar a ajudar a divulgar essa práticas que vocês tem compartilhado.
    Abraços

    Responder

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